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  • 3 de nov. de 2018
  • 2 min de leitura

Conhece aquele ditado onde se diz que as pessoas "comem com os olhos"? Então, o Japão é um grande apostador neste ditado com as suas amostras dos pratos de comidas chamadas 食品 サンプル (Shokuhin sanpuru).

Vitrine de restaurante

Esses pratos de comidas "falsas" ficam dispostas em uma vitrine nas entradas de restaurantes.

Normalmente são postas todos os pratos do cardápio do restaurante e esta prática chama a atenção das pessoas que são atraídas pelos olhos e também facilita a vida dos turistas que não falam a língua do país. Existem as mais variadas amostras: líquidos, sorvetes, pães, produtos frescos como sushi, sopas, frutas, vegetais, etc. Todos são os mais fiéis possíveis do prato original e são feitas de plásticos. Existem muitas histórias sobre o criador deste produto, mas nada muito claro.

O que têm marcado como um fato real é o início de fabricação feita pelo Sr. Iwasaki Takizo, em 1932.

Falecido em 1965, foi o dono da empresa existente até hoje chamada de

Yakisoba

Kabushikigaisha Iwasaki.

No site da empresa (disponível em japonês aqui) conta que o Sr. Iwasaki viu o produto pela primeira vez e identificou o material de fabricação como cera e se lembrou que quando criança ele costurava brincar com a vela, derramando a cera derretida na água para fazer formas de flores. Como o produto ainda não era conhecido na região, ele apostou na fabricação de ingredientes "falsos" criados com cera que passou a ser conhecido em todo o Japão. Juntamente com a sua esposa Suzu, depois de muitas tentativas e erros, conseguiu desenvolver uma forma de criar ingredientes e pratos mais realistas que disponíveis na época.


Criou-se então a empresa chamada inicialmente de " 岩崎製作所 " (Iwasaki seisakusho). Começou as vendas de porta em porta e depois de muitas apresentações do produtos e de muitas viagens de negócios, gradualmente a empresa foi-se expandindo. O produto que inicialmente era conhecido apenas como uma "amostra" de pratos, porém hoje é considerado uma "ferramenta de promoção" em diversos restaurantes, lanchonetes e padarias ao redor do Japão.



  • 1 de nov. de 2018
  • 2 min de leitura

Kitarō e o Medama-Oyaji

Para entrar no clima de Halloween, apresento à vocês o "Gegege no Kitarō ".

(Gegege é a onomatopeia de gargalhada de um fantasma e Kitarō é o nome do personagem princiapal).


Originalmente foi conhecido como "Hakaba Kitarō" (Kitarō do cemitério), que foi um mangá criado em 1960, trazendo os famosos yōkais (fantasmas e monstros sobrenaturais do folclore japonês) na sua trama.


Kitarō é um menino que se esforça para unir o mundo humano com o yōkais e criar uma boa relação entre eles. Além do Kitarō que é o personagem principal, juntamente aparece o seu pai Medama-Oyaji (um poderoso yōkai que foi derrotado e foi reencarnado em um dos seus globos oculares), Nezumi-Otoko (Homem rato) e a Neko-Musume (Menina gato).

A trama traz inúmeros yōkais contados no folclore japonês de cada região que até nos dias atuais é comum ouvir histórias principalmente entre as crianças.


Kamishibai

A arte na verdade, começou em 1933 como Kamishibai (teatro de papel), que é um papel ilustrados por cenas principais e uma pessoa vai narrando a história e mudando as cenas.


Era apresentado para as crianças que ficavam sentadas no chão escutando atentamente a história narrada. (Veja ao lado)

Após o lançamento do Mangá em 1960 como "Hakaba Kitarō", foi interrompido até 1965 por ser considerado muito assustador para as crianças. Em 1967 mudou o nome "Gegege no Kitarō ".


O primeiro anime surgiu depois em 1968 até 1969, seguido do segundo em 1971 até 1972 e teve até a quinta edição que terminou em 2009, além de lançamentos de filmes, jogos e até um live action.


Se quiser ver mais segue o site em japonês da Toei:

http://www.toei-anim.co.jp/kitaro/50th/


Atualmente está sendo lançadas novos episódios com novas tramas que vale muito a pena dar uma olhada para conhecer este "lado místico" do Japão que é muito presente até nos dias atuais.


A abertura da animação é mantida até nos dias atuais.


E como uma sugestão de turismo indico a cidade de Sakai Minato no estado de Tottori. Este local é a cidade natal do criador do "Gegege no Kitarō", o Sr. 水木 しげる (Mizuki shigeru), falecido em 30/11/2015, com 93 anos.

Como homenagem ao seu criador, foi nomeado como 妖怪の町 (yōkai no Machi - cidade dos yōkais) e existe uma rua chamada Mizuki shigeru Road onde há várias estátuas com os personagens da história.


Se quiser ver as imagens no site japonês, pode acessar aqui: https://www.kankou-shimane.com/mag/1563.html


  • 16 de out. de 2018
  • 1 min de leitura

Os vocabulários exigidos nas provas, algumas não são mais utilizados e com muitas tecnologias sendo renovadas a cada dia, palavras novas surgem. Uma delas é o celular. Quando surgiu, o nome 携帯 - けいたい (kētai) era muito comum. Mas com o tempo foram sendo incluídas outras tantas tecnologias que hoje é chamado de スマートフォン (sumātohon) ou スマホ (sumaho).


No Japão é muito comum em grandes cidades encontrar pessoas que andam olhando fixamente para o celular e com isso foi criado também palavras para falar sobre esta ação. 歩きスマホ - aruki sumaho = Andando enquanto mexe no celular É uma junção do verbo 歩く (aruku) - andar com a abreviação de smartphone, o スマホ (sumaho).

Ou então para quando estiver fazendo outra coisa, utiliza-se o:

~ ながらスマホ - ~Nagara Sumaho = enquanto faz algo mexe no celular.


Os números de acidentes causado pelo celular tem aumentado e com isso muitas campanhas também surgiram. Pode até parecer bobo, mas boa parte de números acontecem em linhas de trem ou metrô.


Nesta notícia abaixo foi uma campanha que aconteceu em 2016 nas estações para alertar o perigo de andar olhando para o celular.

Na notícia informa também que teve casos em que o passageiro pediu para parar o trem porque derrubou o celular no trilho.


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